Quer saber qual é o segredo de uma boa redação?    
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Com Figuras De Linguagem, Antônio de Alcântara Machado deu uma exatidão absoluta e magistral à seguinte cena:

“Gaetaninho saiu correndo. Antes de alcançar a bola um bonde o pegou. Pegou e matou”.  Por meio desse recurso, o autor conseguiu destacar a ação e ir direto ao ponto, com um estilo “seco” e realista.

Neste artigo veremos essa e outras figuras, em continuidade ao texto: 50 Figuras de Linguagem para “Turbinar” o Seu Texto – Parte 3. Agora veremos as figuras de construção.

Figuras de Construção ou de Sintaxe

Figuras de Construção (ou de Sintaxe) são as figuras de linguagem que agem na estrutura da frase, seja alterando a disposição das palavras, seja omitindo-as ou mesmo as tornando explicitas.

Essas mudanças visam ou a intensificar o sentido daquilo que se quer expressar ou a tornar a frase mais harmônica.

Está preparado? Então acomode-se na cadeira e vamos em frente!

28.  Anacoluto

 

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O Anacoluto promove a quebra na fluidez do texto.

Isso ocorre porque ela interrompe a sequência sintática lógica colocando um termo solto na frase, como se estivesse iniciando outra sem ter terminado a anterior devidamente.

O propósito disso é simular ideias próximas do pensamento, mais emocional e menos racional. Exemplo:

O vestido de chiffon que Mariana queria, será que devo dar um um a ela?

Se dita sem o anacoluto, a frase soaria mais lógica, porém deixaria de se aproximar da espontaneidade do pensamento:

Será que devo dar a Mariana um vestido de chiffon igual ao que ela queria?

29.  Anadiplose ou Concatenação

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As figuras de linguagem classificadas como Anadiplose (ou Concatenação) são repetições de termos ou expressões que já foram usados no fim da frase anterior.

Isso cria um “efeito bumerangue”, levando as frases a destacarem-se no período. Exemplo:

É necessário saber para prever, prever para prover. (Auguste Comte)

Sem a anadiplose, a frase anterior ficaria sem o mesmo realce:

É necessário saber a fim de prever e, então, providenciar.

Note que essa figura de construção também foi usada no início do artigo no texto de Antônio de Alcântara Machado.

30.  Anáfora ou Epanáfora

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Anáfora (ou Epanáfora) são repetições intencionais de uma palavra ou expressão no início de frases seguidas, com o fim de abrilhantá-las ou de enfatizar a ideia que vem a seguir.

É um belo recurso retórico, muito usado por sua eloquência. Exemplo:

Quando um dia, numa lúgubre noite sem lua, vagares

Quando um dia, nesta eterna noite sem dia, me encontrares…

Sem o recurso, os versos perderiam o brilho de forma bem explícita:

Quando um dia, numa lúgubre noite sem lua, vagares

E nesta eterna noite sem dia, me encontrares…

31.  Anástrofe

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As figuras de linguagem chamadas de Anástrofe são inversões simples de termos na oração, que pode ser de sujeito e predicado, verbo e complemento etc.

O objetivo dessa inversão é destacar a frase, pôr nela um atrativo a mais e, por vezes, deixá-la mais poética. Exemplo:

Cerca-me a ingrata lâmina da ceifadora,

Querendo minha carne e sonhos no barro imersos.

Se o escritor não optasse por essa figura de sintaxe – antecipando “no barro”, que é o complemento do verbo “imersos” – a frase até passaria a mesma mensagem, mas jamais com o mesmo estilo e impacto:

Cerca-me a ingrata lâmina da ceifadora,

Querendo minha carne e sonhos imersos no barro.

32.  Aposiopese ou Reticência

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Aposiopese (ou reticência), apesar do nome “difícil”, nada mais são do que interrupções do pensamento, representadas graficamente por reticências.

Leia também:
50 Figuras de Linguagem para "Turbinar" o Seu Texto - Parte 1

Essa figura de sintaxe consegue geralmente tornar a suspensão das ideias mais significativa do que se elas fossem escritas, tornando assim a frase mais expressiva e elegante por apenas insinuar e não dizer. Exemplo:

Prato predileto, impossível de não ser repetido!

Por ti, minha fome é insaciável…

Sem a aposiopese, os versos destruiriam a insinuação ao desejo sexual que a pausa do pensamento promoveu:

Prato predileto, impossível de não ser repetido!

Por ti, minha fome é insaciável.

33.  Assíndeto

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As figuras de linguagem designadas Assíndeto são ausências de conjunções, geralmente “e”, entre termos ou orações no mesmo período.

Dessa forma, as palavras ou frases passam a ser separadas somente por vírgulas, com o intuito de deixar o discurso mais dinâmico e breve; o intuito aqui é o de enfatizar a ideia apresentada. Exemplo:

Comprei: laranja, melão, mexerica, banana. Será que rendem uma salada de frutas?

A diferença é pouca, mas sem o assíndeto, a mensagem seria um pouco mais truncada, pois haveria a quebra do ritmo dinâmico na enumeração das frutas:

Comprei: laranja, melão, mexerica e banana. Será que rendem uma salada de frutas?

34.  Diácope

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Diácope é a repetição de uma palavra após a intercalação de outra com vistas a destacar a mensagem. Exemplo:

Roberto, meu Roberto, por que você tem tanta dificuldade de aprender?

Evitando a diácope, o período chamaria muito menos a atenção à mensagem:

Roberto, por que você tem tanta dificuldade de aprender?

35.  Elipse

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As figuras de linguagem classificadas como Elipse são belos recursos estilísticos que consistem em omitir termo(s) da oração que ficam subtendidos.

Tal recurso acrescenta ao texto concisão e agilidade, deixando-o mais enxuto. Exemplo:

Trabalho duro é isso, amigo: nas mãos, calos; na bolsa, a marmita.

O texto sem a elipse seria muito mais extenso e cansativo:

Trabalho duro é isso, amigo: é trazer nas mãos calos e na bolsa a marmita.

36.  Epânodo

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Epânodo também é repetição, mas apresentando a seguinte peculiaridade: são mostrados dois termos juntos e depois separados.

Assim, soma-se ao texto maior expectativa e, por conseguinte, maior atenção. Exemplo:

Ruim e bom são dois lados da mesma moeda, porquanto o ruim, quando sucede o pior, é considerado bom.

É possível notar que, sem o recurso do epânodo, o texto anularia a expectativa que o primeiro exemplou criou:

Ruim, quando sucede o pior, é considerado bom.

37.  Epístrofe

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Figuras de linguagem consideradas Epístrofe são repetições de uma palavra em grupos de frases ou versos, geralmente no final delas com a finalidade de dar um enfoque maior à mensagem. Exemplo:

Plantei o trigo; colhi o trigo; malhei o trigo. Agora só me resta o descanso.

Retirando a epístrofe, a ênfase que foi dada a toda a ação realizada no trigo simplesmente desapareceria:

Plantei, colhi e malhei o trigo. Agora só me resta o descanso.

38.  Epizeuxe

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Apesar do nome complexo, epizeuxe nada mais são do que simples repetições de termo(s) seguidas, com a intenção de, ou enfatizar o sentido da ideia que se quer transmitir, ou comunicar alguma emoção. Exemplo:

Mulher, nunca, nunca diga isso!

Sem a epizeuxe, a ênfase teria se apagado:

Mulher, nunca diga isso!

 

💡 Sua opinião é muito importante para mim. Diga o que achou nos comentários!

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39.  Hipálage

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Hipálage é a figura de linguagem que promove troca de características entre dois elementos da estrutura sintática na frase, quebrando a lógica.

Na prática, pode ocorrer de a característica que era de um substantivo ser transferida a um complemento que com aquele tem ligação, provocando assim um efeito estilístico tão inesperado quanto expressivo. Exemplo:

Quando olho o cara da minha foto barbuda, arrependo-me muito de não me ter barbeado antes de ir ao evento.

Sem a hipálage, que adjetivou a expressão “da minha foto” no lugar de “o cara”, o efeito inesperado de qualificar a foto e não a pessoa nela retratada sumiria:

Quando olho o sujeito barbudo da minha foto, arrependo-me muito de não me ter barbeado antes de ir ao evento.

40.  Hipérbato ou Transposição

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Hipérbato (ou transposição) são inversões de termos da oração (ou das orações) um pouco mais complexas do que a anástrofe.

Leia também:
50 Figuras de Linguagem para “Turbinar” o Seu Texto - Parte 3

Ele consiste em separar dois termos ou expressões que se relacionam inserindo um diferente entre eles e quebrando a ordem natural da frase.

Isso visa a tornar o texto mais destacado ou diferenciado. Exemplo:

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heroico o brado retumbante. (Joaquim Osório Duque Estrada)

A notoriedade dos versos do Hino Nacional Brasileiro seria zero e iam tornar-se comuns se fossem construídos sem hipérbato, que separou a ação de ouvir do complemento “o brado retumbante”:

As margens plácidas ouviram do Ipiranga

O brado retumbante de um povo heroico.

41.  Iteração ou Repetição

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Figuras de linguagem intituladas Iteração (ou repetição) são, como o nome diz, repetições diversas vezes de um termo em uma frase ou verso com o intuito de dar ênfase adicional à ideia que se quer expressar. Exemplo:

Creio que crio quando crio uma Cria mal criada,

Mal criada, mas criada para crer que se cria uma Cria!

Sem a Iteração, a ideia propagada teria menos força:

Acredito que criado algo, mesmo sem valor,

Terei confiança e produzirei mais!

42.  Perífrase ou Circunlóquio

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Perífrase (ou circunlóquio) são as que utilizam mais palavras do que o necessário para dizer algo.

Dessa forma, o efeito desejado é a produção de um discurso enfeitado ou até cômico fugindo do comum.

Outras figuras de linguagem usam, muitas vezes, método nas suas construções, como a hipérbole, a antonomásia, eufemismo e outras. Exemplo:

Ofélia está andando nas nuvens porque seu coração foi flechado por Cupido.

A frase perderia o atrativo se fosse dita de maneira mais direta, evitando-se a perífrase:

Ofélia anda distraída porque se apaixonou.

43.  Pleonasmo ou Redundância

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Pleonasmo (ou redundância) são repetições, mas não de palavras, e sim de ideias com a intenção de torná-las mais enfática.

Ele pode apresentar-se de maneira explícita, repetindo-se a ideia descrita. Exemplo:

Em seu louvor ei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto. (Vinícius de Moraes)

Ele também pede apresentar-se em forma de pronome. Nesse caso, é conhecido como objeto pleonástico. Exemplo:

Apaga-se a luz dos meus olhos, mas a luz do céu, quero-a.

Em ambos os casos, há a intenção nítida de reforçar a ideia; o que não ocorreria sem o pleonasmo:

Em seu louvor ei de espalhar meu canto

E rir e derramar meu pranto.

 

Apaga-se a luz dos meus olhos, mas quero a luz do céu.

Observação: existe ainda o chamado pleonasmo vicioso. Esse, como o nome bem diz, não traz efeito proveitoso ao texto e trata-se de um vício de linguagem; você deve, portanto, evitá-lo a todo custo.

Aqui um exemplo que costumo ouvir muito por aí: “Eu, particularmente, acho que o governo está no rumo certo”. (Se sou “eu”, só pode ser particularmente).

44.  Polissíndeto

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Ao contrário do assíndeto, figuras de linguagem consideradas polissíndeto são o uso insistente de conjunções entre termos de uma oração ou entre orações de um período.

O objetivo disso é transmitir a ideia de movimento contínuo, quase frenético, contribuindo com o conceito que se pretende passar. Exemplo:

Olhando o mar, percebi que as ondas iam e vinham e quebravam e espumavam e embatiam-se.

Sem o polissíndeto, a frase perderia esse movimento vertiginoso, que ajuda a reforçar a ideia de movimento das ondas do mar:

Olhando o mar, percebi que as ondas iam, vinham, quebravam, espumavam e embatiam-se.

45.  Prolepse ou Antecipação

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Prolepse (ou antecipação), como o nome sugere, são antecipações dos termos de orações colocadas antes delas, com vistas a deixar tais termos em evidência. Exemplo:

A Claudinha, dizem que abominou o teu comentário no Facebook.

No caso do termo “Claudinha”, que foi colocado antes da oração iniciada em “dizem que”, o destaque iria desmanchar-se se não fosse usada a prolepse:

Dizem que a Claudinha abominou o teu comentário no Facebook.

46.  Quiasmo ou Conversão

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Figuras de linguagem classificadas como Quiasmo (ou conversão) fazem um cruzamento entre frases, de modo que os termos do início de uma são postos no final da outra, e os do final, no início, com o objetivo de dar-lhes um foco especial.

Leia também:
50 Figuras de Linguagem para "Turbinar" o Seu Texto - Parte 1

Exemplo:

Para o mundo, você pode ser uma pessoa, mas para uma pessoa, você pode ser o mundo.

Sem o quiasmo, os termos que se quis focar no exemplo não teriam o mesmo realce:

Embora você seja apenas uma pessoa, você pode ser o mundo de alguém.

47.  Silepse

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Silepse promove a quebra na concordância nominal ou verbal fazendo com que os termos concordem com a ideia neles implícita e não propriamente uns com os outros.

Essa concordância é conhecida como ideológica e visa a direcionar o foco da atenção a alguns termos dentro da frase, enfatizando-os.

Há três tipos de silepse. São elas:

  • de gênero:

A polícia encontrou a criança faminta na rua e levou-o a um abrigo.

  • De número:

A tropa americana e o presidente Truman matou duzentos e vinte mil pessoas no Japão.

  • De pessoa:

Todos merecemos a vida que temos.

Sem a figura de construção, alguns pontos das orações que foram intencionalmente destacados passariam despercebidos.

No exemplo da silepse de gênero, não acorreria a ênfase no fato de o menino encontrado ser apenas criança:

A polícia encontrou um menino faminto na rua e levou-o a um abrigo.

Na silepse de número, a ênfase que sugere que o presidente Truman é o maior culpado também se ocultaria; ela ficaria diluída entre a tropa e o mandatário:

A tropa americana e o presidente Truman mataram duzentos e vinte mil pessoas no Japão.

E, na silepse de pessoa, não enfatizaria que “eu” estou entre aqueles que merecem a vida que tem:

Todos merecem a vida que tem.

48.  Símploce

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Figuras de linguagem intituladas Símploce são as que constroem frases ou versos paralelos, repetindo uma palavra no início e outra no final de cada um.

Isso cria um efeito de eco, que dá ao período um maior destaque. Exemplo:

Fiz, do teu ódio, amor,

Fiz, com o meu amor, amor!

Sem a símploce, os versos anteriores teriam menos destaque e a ideia teria uma amplitude infinitamente menor:

Reconciliamo-nos e transamos.

49.  Sínquise

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Sínquise são as figuras que promovem inversões muito violentas dos termos da frase, chegando até a dificultar a interpretação.

Entretanto faz despertar o interesse na frase por torná-la, em certa medida, enigmática e única.

Esse é um recurso que deve ser usado preferencialmente em poemas, pois em outros textos faria romper a objetividade. Exemplo:

Olhar teu, tão mimoso e tão cruel

O qual foi, quando recordo o último,

A rebrilhar, a lua, busco no céu.

Posso afirmar que os versos anteriores são um prazeroso desafio a quem gosta de ler e que, se estivessem sem a sínquise, instigariam muito pouco a desvendar o sentido:

Quando recordo o último olhar teu,

O qual foi tão mimoso e tão cruel,

Busco no céu a lua a rebrilhar.

50.  Zeugma

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Figuras de linguagem tidas como Zeugma são formas mais simples de elipse, que consiste em omitir um termo que já tinha sido expresso anteriormente e que ficou subentendido.

Esse termo poderia ser retirado mesmo que viesse a sofrer alguma modificação.

Essa figura deixa o texto mais ágil, coeso e mais atraente. Exemplo:

O sol nasce para todos; a sombra, para quem é mais esperto. (Stanislaw Ponte Preta)

Sem zeugma, que escondeu o verbo “nasce”, a frase abandonaria a beleza e a desenvoltura:

O sol nasce para todos; a sombra nasce para quem é mais esperto.

Conclusão (Figuras de Linguagem 4)

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Você viu neste artigo mais 23 das 50 figuras de linguagem que eu trouxe nessa completíssima série. Aqui estão:

28- Anacoluto

Leia também:
50 Figuras de Linguagem para “Turbinar” o Seu Texto - Parte 2

29- Anadiplose

30- Anáfora

31- Anástrofe

32- Aposiopese

33- Assíndeto

34- Diácope

35- Elipse

36- Epânodo

37- Epístrofe

38- Epizeuxe

39- Hipálage

40- Hipérbato

41- Iteração

42- Perífrase

43- Pleonasmo

44- Polissíndeto

45- Prolepse

46- Quiasmo

47- Silepse

48- Símploce

49- Sínquise

50- Zeugma

Chegamos ao fim dessa jornada, desse verdadeiro tratado sobre figuras de linguagem.

Um “manual” super completo, que vai ajudar-lhe muito em seus escritos tornando-os obras-primas se você realmente se propor a usá-lo SEM moderação.

Gostou dessa série de artigos? Achou que foram úteis e complementaram o seu aprendizado? Há alguma figura de linguagem que não foi mencionada aqui?

 Se sim, escreva nos comentários abaixo. Críticas e elogios também serão muito bem aceitos! 😉

Finalizando, deixo duas sugestões para você fixar esse conteúdo:

  1. estória muito legal cheia de figura de linguagem de uma menina que não acordou “com o pé direito”
  2. Um vídeo igualmente divertido do professor “Firmeza”. Esse tem talento musical!

Espero que esses artigos tenham lhe ajudado nessa caminhada rumo ao conhecimento. Sucesso sempre…

Até!

 

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Sobre o autor

Bacharel e licenciado em Letras, especialista em redação e profundo admirador da arte da escrita.

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