Quer saber qual é o segredo de uma boa redação?    
redação - realização do sonho
redação dissertativa

A sua Redação Dissertativa fatalmente cairá na mão de um corretor, mais cedo ou mais tarde. Aí começa a sua angústia…

Parece engraçado, mas o contato dele com o seu texto é como o nosso primeiro encontro com a pessoa por quem estamos apaixonados.

Não adianta ela ser linda, ter modos elegantes e se vestir bem se, disfarçadamente, enfiou o dedo no nariz, soltou um silencioso pum ou mesmo deixou de abrir a porta do carro pra você.

Já “queimou o filme”.

Com a sua dissertação é a mesma coisa, ainda que você capriche nela, cada falha cometida ofusca as qualidades.

Mas espere! Não precisa achar-se pressionado na hora de escrever como se estivesse em um exame de volante no DETRAN.

Porque agora vou lhe mostrar 18 coisas que você NÂO deve fazer, em hipótese alguma, em uma redação dissertativa.

Cada falha argumentativa, cada vício de linguagem que você verá faz qualquer um que o cometa parecer um imbecil que caiu de paraquedas ali sem ter se preparado minimamente para a redação.

Não confunda essas falhas com erros gramaticais, que, embora sejam inaceitáveis, não são o foco deste artigo.

Contudo, a leitura dessas dicas até o final é obrigatória para quem quer passar em alguma prova que tenha redação.

Preparado então para não se queimar com o corretor? Vamos lá!

1.  Afastar-se do tema proposto na redação dissertativa

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Eu não poderia começar essas dicas sem falar do tema e em primeiro lugar, dada a sua importância.

Podemos dizer que o ele é uma “autoridade” numa redação dissertativa que jamais pode ser desrespeitada.

Convenhamos que é muito difícil alguém cometer a fuga total de um tema, a menos que seja louco ou esteja lá na prova apenas para passear porque não tinha nada para fazer.

Porém acontece, muitas vezes porque a pessoa não entende a proposta de redação, sendo o mais comum a fuga parcial, que é abordar parte do tema (geralmente só o assunto relacionado ao tema).

Imagine uma dissertação com o assunto “A tecnologia a serviço da educação” apresentar o seguinte texto:

O mundo moderno e capitalista não se furtou ao uso da tecnologia, pelo contrário, implementou-a nas diversas necessidades do dia-a-dia. Na mobilidade urbana, não foi diferente: aplicativos trazem rotas e horários de ônibus; sites disponibilizam câmeras ao vivo em avenidas e mapas do trânsito em tempo real.

O tema relaciona tecnologia à educação, mas o exemplo foi desenvolvido com a relação entre tecnologia e mobilidade urbana.

A fuga é severamente punida porque revela que o candidato ou não interpretou bem a proposta de redação, ou não sabia nada sobre o assunto e quis adaptá-lo aos seus conhecimentos.

2.  Cair em contradição

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Contradição é uma inconsistência entre afirmações dentro de um mesmo texto. É como se a pessoa se esquecesse de que está defendendo algo contrário ao que disse antes.

Numa redação dissertativa, essa é uma falha argumentativa gravíssima, porque não é o caso de só comprometer os argumentos, mas sim de destruí-los totalmente.

Há duas formas de se cair em contradição (pelo menos, as mais corriqueiras):

  • Concluir algo diferente do que defendeu:

Que a água e o leite são dois líquidos importantes para o bom funcionamento do corpo é divulgado. Entretanto o cálcio contido no leite não se deposita nos ossos para prevenção de osteoporose, ao contrário do que se diz, mas sim nas artérias, causando diversos males; já a água é o melhor hidratante corporal e não possui contra-indicação. Assim, o consumo de leite ainda é o mais indicado para a saúde.

Se o leite faz mal e a água não, por que se chegou à conclusão de que é melhor para a saúde beber leite?

  • Colocar ideias implícitas em conflito:

Cuidar da saúde é a última preocupação das pessoas, porquanto só procuram o médico quando já estão doentes. O fato é que uma fração diminuta da população faz exames preventivos ou coisa do gênero.

Ao afirmar que as pessoas “só procuram o médico quando já estão doentes”, o primeiro pressuposto é de que as pessoas sãs não procuram o médico.

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O segundo pressuposto é gerado quando se diz que “uma fração diminuta da população faz exames preventivos”, ou seja, ainda que poucas, mas há pessoas que se previnem fazendo o acompanhamento.

Assim, o segundo pressuposto acabou por entrar em conflito com o primeiro, invalidando o argumento de que cuidar da saúde é a última das preocupações das pessoas.

3.  Manifestar grande indignação

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Há temas que realmente mexem com o nosso estado emocional e causam algum tipo de inquietação ou revolta.

No entanto, a redação dissertativa é o espaço da lógica, onde o argumento deve ser fundamentando pela razão.

Imagine ler uma redação com o seguinte argumento:

O Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo, composta de muitos delinquentes ditos irrecuperáveis. Mas, para que tentar recuperar alguém que mata uma criancinha, por exemplo? Essas almas desgraçadas merecem, na verdade, é uma morte atroz e o fogo do Inferno.

Esse tipo de radicalização deve ser evitado, porquanto mostra uma visão contaminada por forte emoção e não pela lógica objetiva típica da dissertação.

Isso faz com que o argumento seja desqualificado automaticamente, pois fica evidente que ele não observou mais de um ângulo antes de dar um parecer.

E há outro problema, indignações enérgicas contra pessoas ou direitos correm um grande risco de ir contra o que determina os direitos humanos, atitude condenada por algumas bancas.

4.  Usar doutrinas religiosas

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Doutrinas religiosas, que dependem da fé, e o pensamento lógico-científico da redação dissertativa não se misturam.

Isso porque quem usa a fé não depende da observação de um fenômeno para crer na existência de algo, como depende o pensamento racional.

Imagine você encontrar uma redação dissertativa, como a seguinte, que se apoia na religião para argumentar:

A crise econômica e política que se observa no Brasil tem explicação no Espiritismo, pois, segundo alguns experientes médiuns, o presidente teria sido um terrorista na sua vida passada.

Obviamente esse argumento não se sustenta, porque religião é uma questão de fé, isto é, crer no que não se vê, mas que se acredita existir.

A fundamentação necessária para a argumentação de uma dissertação não pode basear-se na fé, pois esta é uma questão de crença e nem todos creem necessariamente.

Além disso, a dissertação segue um discurso lógico e objetivo, próprio do discurso científico, que precisa de comprovações racionais e práticas.

Por essa razão, os argumentos que se ancoram na religião para validar um ponto de vista são questionáveis à luz da razão.

5.  Usar citações fora de contexto

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É inquestionável que a citação além de dar suporte aos argumentos, quando vinda de uma autoridade, serve para contextualizar um determinado assunto numa redação dissertativa.

No entanto, se forem empregadas fora de contexto, isto é, com pouca ou nenhuma relação com o que está sendo discutido, elas passam de mocinhas a bandidas.

Imagine deparar-se com algo assim:

Embora o futebol seja um esporte para descontrair e animar as pessoas, é inegável que possui seu lado negativo, como a agressividade que acontece dentro de campo. De acordo com a teoria realista do escritor Machado de Assis, o homem é um ser corrupto e desprovido de virtudes.

Nesse exemplo, enquanto o argumento é o de que há violência no futebol a citação trata do aspecto moral do homem.

É evidente que frases assim se transformam em ET’s dentro da redação; isso faz com que o trecho fique sem sentido e sem função dentro do texto.

Os argumentos nunca devem ser criados para se adequar a uma citação pronta que foi levada para ser colocada “à força” no texto.

6.  Usar frases soltas

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Para que a redação dissertativa seja um texto de verdade, suas frases precisam ser entrelaçadas por conectivos e outros recursos coesivos.

Com frases soltas, a impressão que se tem, ao ler a redação, é de que existem vários textos dentro de um, como no seguinte exemplo:

A ausência de mobilidade urbana é histórica. A necessidade de se movimentar pelas metrópoles é cada vez maior. O tráfego urbano é lento e cada vez mais profundo. É preciso entender as causas da crescente imobilidade urbana brasileira.

Percebemos, pelo contexto, que as frases do exemplo estão relacionadas, porém não unidas. Se elas estivessem interconectadas, poderiam ficar da seguinte forma:

Embora a ausência de mobilidade urbana seja histórica, a necessidade de se movimentar pelas metrópoles é cada vez maior e o tráfego urbano, cada vez mais lento e profundo. Em razão disso, é preciso entender as causas da crescente imobilidade urbana brasileira.

Sem essa ligação, o “texto” perde a coesão e, consequentemente, nota na avaliação.

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7.  Debater só um lado da questão

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Debater os outros lados da questão é uma forma de reforçar os argumentos, uma vez que transmite a segurança de que a questão foi analisada antes de se chegar a uma conclusão.

Uma defesa contundente de um ponto de vista sem considerar as possíveis objeções que aquele assunto desperta, sobretudo em temas polêmicos, acaba permitindo muitas contestações.

A redação abaixo foi escrita considerando só um ângulo do problema:

A legalização do aborto é um tema que não sai da pauta de discussões. No entanto, se fosse considerado que muitas mulheres morrem em clínicas clandestinas e que milhares de crianças nascem com deformidades devido a tentativas de aborto malsucedidas, não haveria o que se debater sobre o assunto.

Em uma redação dissertativa argumentativa, assuntos dessa natureza precisam levar em conta o que os defensores da questão alegam; só assim se cria a oportunidade de essas posições serem contestadas com contra-argumentos.

8.  Incluir-se no texto

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A redação dissertativa tem por objetivo analisar um assunto de forma objetiva e também, quando argumentativa, defender uma posição apresentado argumentos válidos.

E para que isso ocorra com eficácia é necessário que a ênfase seja dada ao que se fala, e jamais a quem fala, como ocorre neste trecho:

O uso intensivo de energia nuclear, embora perigoso, acho extremamente necessário, sobretudo em uma época de escassez de fontes energéticas. Não para de faltar energia lá em casa.

Portanto, não só verbos na primeira pessoa do singular como também relatos de problemas pessoais enfrentados para reforçar argumentos devem ser evitados a todo o custo.

Outra forma comum de se incluir no texto e que também é importante que seja evitada é manifestações da localização de quem escreve:

 A escassez das fontes energéticas aqui é um retrato do que acontece no resto do mundo.

Aqui coloca, de alguma forma, quem está escrevendo dentro do texto, sendo a melhor opção redigir o lugar, no caso, no Brasil.

Já o uso da primeira pessoa do plural é admitido, mas deve-se omitir o pronome nós a fim de reforçar que é uma voz coletiva que fala e não a própria pessoa:

Precisamos deter o avanço do Zica vírus com a ajuda da ciência, porque o homem por si só é impotente para tal.

9. Plagiar outros textos

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Por incrível que pareça, existem pessoas pensando que fazer uma redação excelente é copiar textos considerados como referência.

Ficou famoso o caso dos candidatos ao ENEM 2016 que plagiaram redações dissertativas encontradas na internet.

Você corre dois grandes riscos ao fazer isso: 1- ser descoberto na hora da correção e sofrer penalizações; 2- ser descoberto depois e sair na mídia sendo difamado. Não sei o que é pior!

Acredite ou não, mas há pessoas que têm trechos inteiros desses textos decorados e escrevem todas as suas redações copiando essas partes.

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Se você está fazendo isso, está-se enganando porque, além dos riscos, o seu texto fica completamente artificial, com a agravante de que você jamais aprenderá a escrever de verdade.

10.  Mencionar pessoas anônimas

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Uma forma indispensável de reforçar os argumentos apresentados em na redação dissertativa é incluir exemplos envolvendo terceiros.

Expor, entretanto, exemplos citando pessoas anônimas, além mostrar quem fala no texto, no caso você, ainda enfraquece a argumentação, como ocorre neste exemplo:

Na crise hídrica que se observa no Brasil, as estiagens, as políticas equivocadas e o desperdício são as principais causas da falta de água. Todavia há aqueles que se preocupam com o meio ambiente e criam as suas próprias formas obter o líquido de forma sustentável, como fez o meu amigo Gustavo, que construiu uma cisterna na sua casa.

Se fosse usada, no exemplo, uma pessoa pública ou um fato que tenha sido divulgado pelas mídias, o exemplo seria adequado porque poderia ser constatado por todos.

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Mas quando envolve pessoas e situações que não são conhecidas, mesmo que sejam fatos verídicos, não poderão ser comprovados.

11.  Usar ditos populares, frases feitas ou clichês

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Palavras, todas já existem, você não precisa bancar o Guimarães Rosa e sair inventando. Mas frases, os agrupamentos dessas palavras, devem ser só suas, trazendo o máximo de exclusividade possível.

Ditos populares, frases feitas e clichês revelam falta de leitura, preguiça mental, consumo de cultura popularesca e inércia criativa de quem os usam. Veja os exemplos:

  • Dito popular:

Agora, a família que tiver uma renda de trezentos reais é considerada como pertencente à classe média. O pior cego é aquele que não quer ver que essa é mais uma manobra do governo.

  • Frase feita:

Políticos, para justificarem as suas falcatruas, defendem-se sugerindo que atire a primeira pedra aquele que nunca aceitou propina, de alguma forma.

  • Clichê:

Quando todos fizerem a sua parte, o Brasil livra-se dessa corrupção moral que está arraigada já na cultura da sociedade.

Abolindo essas expressões prontas de sua redação dissertativa, o seu texto transmitirá a sensação de que traz um pensamento novo e não uma forma de pensar coletiva à qual você nada acrescentou.

12.  Ser redundante

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Falando ainda em pobreza vocabular, existem redundâncias mais grosseiras, conhecidas como “encher linguiça”, que todo o mundo conhece e que dispensa comentários.

Há também as mais sutis, as figuras de linguagem denominadas pleonasmo e perífrase uma vez usadas de forma viciosa.

Tanto as mais grosseiras quanto as mais sutis são autênticos venenos para sua a redação dissertativa. Vejamos o estrago que as segundas fazem na dissertação:

  • Pleonasmo:

No período de colonização do Brasil, a troca da natureza por dinheiro e poder eram fatos. Todavia, atualmenteno mundo contemporâneo, esse modo de pensar não é diferente.

  • Perífrase:

O jovem com idade entre 13 e 17 anos dos dias que hoje presenciamos é muito mais desprovido da atenção paterna e materna do que os mancebos dessa faixa etária dos tempos pretéritos.

Agora veja os mesmos exemplos sem os vícios de linguagem:

No período de colonização do Brasil, a troca da natureza por dinheiro e poder eram fatos. Todavia, atualmente,  esse modo de pensar não é diferente.

 

O adolescente de hoje recebe muito menos a atenção dos pais do que os do passado.

13.  Repetir palavras ou ideias desnecessariamente

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Em uma boa redação dissertativa, as ideias lançadas deslocam-se do ponto A ao B, isto é, de onde partimos e para aonde queremos chegar com o nosso argumento sempre acrescentando informações novas.

Há, porém, quem se torne repetitivo, sem acrescentar ideias novas ao texto por falta de planejamento do que vai dissertar.

Quanto às palavras, não é proibido repeti-las, que fique claro; isso é mais uma mentira que lhe contaram sobre redação.

Porém a repetição seguida no mesmo período ou parágrafo transmite a sensação de pobreza vocabular.

Essa é uma bela forma de arrancar o vestido glamouroso de seda do seu texto e vesti-lo de trapos. Veja alguns tipos de “trapos”:

  • Repetição com as mesmas palavras:

Muitos enfrentam os oito quilômetros do Everest com o desejo de glória; é preciso muita preparação, pois são oito quilômetros. O desejo de glória de muitos é constante nessa longa subida.

  • Repetição com outras palavras:

Os vestibulares são os grandes desafios dos estudantes, de modo que é preciso muita disciplina para estar em condições de enfrentá-los porque, se não se organizarem, os estudantes não adquirem preparação para os disputar.

Agora, veja o exemplo anterior sem a repetição:

Os vestibulares são os grandes desafios dos estudantes, de modo que é preciso muita disciplina para estar em condições de enfrentá-los, porque o volume de matérias é grande, necessitando que o vestibulando estabeleça o que é e o que não prioridade nessa fase.

É fato que repetir ideias é vestir o texto de farrapos; todavia repetir palavras não chega a tanto, mas é como passar uma mão suja de lama no belo vestido de seda.

14.  Criar eco no texto

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Eco na escrita está ligado ao som das palavras como o próprio nome já diz. Ele caracteriza-se por uma sequência de palavras próximas que repetem o mesmo som.

Essa repetição, no poema ou numa prosa poética é prevista, mas numa redação dissertativa configura vício de linguagem:

Com a ascensão do capitalismo e da globalização, está cada vez mais possível uma universalização e assimilação cultural…

Eu sei que é difícil perceber, às vezes, que as palavras acabaram rimando, porém descuidos como esse são prejudiciais a qualquer texto dessa natureza.

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Assim como as falhas apontadas anteriormente, denota falta de vocabulário; fica claro também que o texto foi feito às pressas sem ser devidamente revisado.

15.  Usar duplo sentido

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O duplo sentido é um admirável recurso expressivo, só que quando usado intencionalmente nos textos humorísticos, literários ou publicitários. Na redação dissertativa é uma tragédia.

O texto ambíguo padece de falta de clareza porque tanto pode significar uma coisa quanto outras, diluindo a força argumentativa:

As crianças que recebem a atenção e o carinho dos pais sempre são mais dóceis.

No exemplo acima, a primeira hipótese é que em todas as ocasiões em que as crianças recebem a atenção e o carinho dos pais elas são mais dóceis do que seriam se não recebessem.

A segunda é que as crianças que recebem a atenção e o carinho dos pais sempre são mais dóceis do que as que não recebem.

Nesse caso, para desfazer a ambiguidade mantendo o primeiro sentido, bastaria colocar uma vírgula entre o sujeito e o verbo (nesse caso é permitido):

As crianças que recebem a atenção e o carinho dos pais sempre, são mais dóceis.

Para a segunda interpretação, basta mudar a posição do advérbio causador do duplo sentido:

As crianças que recebem a atenção e o carinho dos pais são sempre mais dóceis.

16.  Usar gírias, regionalismos ou estrangeirismos

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Gírias, regionalismos e estrangeirismos são modos de expressão perfeitamente aceitáveis e fundamentais em algumas situações comunicativas.

Inclusive existem termos com esses rótulos que não possuem uma palavra correspondente em português ou em uma linguagem mais formal.

Porém na redação dissertativa são completamente inadequados, sendo punidos com a diminuição da nota os usos desses elementos.

Além de tudo, veja como ficam estranhos no texto dissertativo:

  • Gíria:

Um dos desafios dos governantes é conseguir desestimular a população a ir para o trampo de automóvel e optar pelo busão.

  • Regionalismo:

A gurizada vítima do Desafio da Baleia Azul é filha de uma geração de pais negligentes quanto ao comportamento e as influências dos adolescentes de hoje.

  • Estrangeirismo:

O exemplo de que o consumismo está em todas as faixas etárias já é percebido na própria escola na medida em que, entre os teens, não ter um celular de última geração é old fashioned.

17.  Usar abreviações ou contrações

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A redação dissertativa é um texto formal, e, como qualquer texto formal, não pode ter abreviações ou contrações. Essa é uma maneira estúpida de perder pontos preciosos.

Se o problema for tempo para escrever palavras inteiras e completas, planeje melhor os minutos que serão dedicados para passar o texto a limpo.

Veja o exemplo do que não pode acontecer:

O professor deve trabalhar c/ os recursos tecnológicos a seu favor, estimulando os alunos a usarem os canais eletrônicos pruma maior interação entre ele e os educandos.

18.  Escrever com letra ilegível

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Se, depois de cometer todas as barbáries descritas anteriormente, você ainda inventar um novo alfabeto na hora de passar a limpo a sua redação dissertativa, você estará irremediavelmente fracassado.

Embora raro, uma dissertação que não pode ser lida em função da letra é zerada.

No ENEM, antes de ser invalidada, ela passa por até quatro corretores sem que nenhum entenda o que está escrito.

Mas você não vai correr o risco de fazer um garrancho e ficar na confiança de que, pelo menos um, vá decodificar o que está escrito, não é?

Escreva rápido, escreva firme, mas em uma velocidade que não comprometa a legibilidade de sua letra.

Conclusão

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É interessante dizer que, em todas as provas, já começamos com a nota máxima, porém são os erros que vamos cometendo durante a avaliação que vão subtraindo nossa nota.

Se levar em conta tudo o que foi passado aqui, você jamais terá a sua nota diminuída por descuido ou desconhecimento do que não deve fazer.

Bom, agora que você já sabe o que não fazer, que tal saber o que exatamente fazer para obter a pontuação máxima na redação dissertativa?

Que tal conhecer um método, passo a passo, que vai pegar na sua mão e ajudá-lo desde a primeira linha até o último ponto final, sem rodeio, sem complexidade e sem precisar sair da sua casa?

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Não adie mais essa decisão. Quanto mais próximo da prova, menos chance você tem.

Para complementar o que foi dito aqui, deixo para vocês mais algumas dicas com este atraente artigo do site https://www.naointendo.com.br/.

27 coisas para não se fazer numa redação

1- Evite abrev. etc.

2- Anule aliterações altamente abusivas.

3- Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado conforme deve ser do alvitre de V. Sa. Outrassim, tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo circense narcisístico.

4- nunca esqueça das maiúsculas, como dizia meu professor de português do colégio santo antônio, sinéder araújo em belo horizonte, minas gerais.

5- Evite expressões como o diabo evita a cruz.

6- O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é inútil.

7- Estrangeirismos estão out, palavras brasileiras estão in.

8- Seja seletivo no emprego de gírias, cara, mesmo que sejam muito maneiras, fraga?

9- Palavras de baixo calão podem fazer seu texto virar uma merda.

10- Nunca generalize. Generalizar é sempre um erro.

11- Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar repetida e a palavra vai ficar repetitiva fazendo com que haja um repetição da palavra que vai ficar muito repetida, sabe, a palavra.

12- Não abuse das citações. Como diz Confúcio: “Quem cita os outros não tem ideias”.

13- Frases incompletas causam.

14- Não seja redundante, não é preciso dizer uma coisa mais de uma vez em formas diferentes, isto é, basta mencionar isso uma vez. Logo, em outras palavras, não repita o mesmo argumento muitas vezes.

15- Seja mais ou menos específico.

16- Frases com apenas uma palavra? Corta!

17- A voz passiva deve ser evitada.

18- Use a pontuação corretamente pois sem você não usa-lo o texto vai ficar estranho será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação

19- Quem precisa de perguntas retóricas?

20- Nunca use siglas desconhecidas como recomenda a A.T.O.H.Z.M.

21- Exagerar é cem trilhões de vezes pior que a moderação.

22- Evite a mesóclises. Repita comigo: “Mesóclises! Evitá-las-ei!”

23- Analogias são tão úteis na escrita quanto buzina em avião.

24- Nunca! Não abuse das exclamações! Sério! O texto fica muito ruim!

25- Evite frases exageradamente longas, por dificultarem a compreensão da ideia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, dessa forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo de leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26- Coidadu con ha otrographia, pra naõ estruprar a coitada da língua.

27- Seja incisivo, coerente e coeso. Ou talvez melhor que seja não….

Entendeu?

AHSUahUshuaSHuaHsuhAUShuashuaSHuASH

Espero que tenha gostado dessas dicas…

Um grandessíssimo abraço!

Referências para a redação dissertativa

  1. ALMEIDA, Universidade Veiga de. Erros que derrubam a nota da redação. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/guiaenem/erros-que-derrubam-nota-da-redacao-21633961>. Acesso em: 29 ago. 2017.
  2. DUARTE, Fernanda. Redação do enem: fuga ao tema foi o principal motivo para nota zero. Disponível em: <http://www.ebc.com.br/educacao/2015/01/enem-2014-fuga-do-tema-foi-o-principal-erro-que-estudantes-cometeram-na-redacao>. Acesso em: 29 ago. 2017.
  3. EFICIENTE, Português. Redação – 10 dicas do que não fazer em uma redação. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=y0ktq7YvrHs>. Acesso em: 29 ago. 2017.
  4. INTELIGENTE, Canal. Redação: 10 erros para você não cometer. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=c0PxmwYmfME>. Acesso em: 29 ago. 2017.
  5. MASSUELLA, Luana. Saiba quais são os 12 erros mais cometidos na redação do enem e como escapar deles. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/educacao/saiba-quais-sao-os-12-erros-mais-cometidos-na-redacao-do-enem-e-como-escapar-deles/>. Acesso em: 29 ago. 2017.
  6. O GLOBO. Mapa do erro: o que pode tirar pontos na redação do enem. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/enem-e-vestibular/mapa-do-erro-que-pode-tirar-pontos-na-redacao-do-enem-21740117>. Acesso em: 29 ago. 2017.
  7. RIBEIRO, Paulo. Dissertação – 15 erros que você não pode cometer. Disponível em: <http://www.saberefe.com/blog/15-erros-que-voce-nao-pode-cometer-em-uma-dissertacao-para-tcc/>. Acesso em: 29 ago. 2017.
  8. UNIVERSITY, Otago. Five things not to do in an essay. Disponível em: <http://www.otago.ac.nz/classics/otago055219.pdf>. Acesso em: 29 ago. 2017.
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Sobre o autor

Bacharel e licenciado em Letras, especialista em redação e profundo admirador da arte da escrita.

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