Quer saber qual é o segredo de uma boa redação?  
redação - realização do sonho
Redação sobre Educação

Escrever uma Redação Sobre Educação é praticamente uma obrigação nos seus treinos para o ENEM e vestibulares.

Por quê? Porque, embora educação seja um direito garantido pela Constituição, há um descaso muito grande com ela no Brasil, resultando em baixos desempenhos nas avaliações do país para os rankings mundiais.

E, por essa ser uma ferida aberta para nós, por causa da qual os especialistas sabem que o país perde muito em desenvolvimento, esse é um tema que pode e deve ser cobrado nos exames.

Por isso, fiz quatro modelos de redação sobre educação com posições diversas sobre o tema para que você possa ter ideias para escrever a sua.

Deixei, no final, os links de alguns artigos que usei como pesquisa para fundamentar a minha argumentação. Eles poderão ajudar-lhe também.

Boa leitura!

Redação sobre educação 1:

Redação sobre Educação

A arte de ficar para trás mesmo quando se está à frente

As estatísticas revelam: no quinto e no nono ano do ensino primário no Brasil, mais de 60% dos alunos não conseguem interpretar textos e fazer cálculos básicos. Em outros níveis, a defasagem também é grande: no ranking mundial das 300 melhores universidades, só há 25 brasileiras. A qualidade do ensino no país, que nunca foi um primor, está muito abaixo do esperado para uma nação desse porte. Em longo prazo, o desenvolvimento do país será drasticamente prejudicado se esse quadro perdurar.

Há muito se sabe que uma educação de qualidade é o principal fator para o desenvolvimento econômico de um país, uma vez que aumenta a capacitação, a habilidade das pessoas e consequentemente suas rendas, fazendo girar a economia. Esse fato fica bem evidenciado quando se confronta dois estudantes, um aplicado e um negligente; assim como o aplicado tem uma carreira profissional mais bem-sucedida do que o outro, os países com uma base educacional melhor são mais desenvolvidos do que os que têm uma pior.

No entanto, apesar de ter índices educacionais qualitativos baixíssimos, o Brasil investe mais em educação do que alguns países ricos, como a Alemanha, por exemplo; o que demonstra que a relação custo-benefício do investimento aqui é péssima, já que o país não vê o retorno do capital aplicado nos resultados de avaliação dos estudantes brasileiros. Com isso, acaba investindo menos em áreas igualmente importantes para a qualidade de vida da população e expansão econômica da nação, tais como saúde e infraestrutura.

Portanto, se o nível educacional brasileiro não apresentar melhoras, o futuro desenvolvimento da nação será inevitavelmente afetado, a menos que alguma ação seja perpetrada por seus governantes. Um recurso seria remodelar o conteúdo curricular brasileiro com base no que é praticado nos países desenvolvidos que desfrutam de solidez no sistema de ensino, adaptando-o à realidade brasileira em um primeiro momento; dessa maneira, mesmo apresentando defasagem no conhecimento formal adquirido até hoje, os estudantes poderiam conseguir acompanhar as disciplinas.

➡ Essa redação dissertativa argumentativa foi feita com uma relação de causa e consequência. Clique no link para saber como argumentar dessa forma!

Leia também:
Redação Sobre Crise Econômica no Brasil: 4 Modelos Inspiradores para Você

Redação sobre educação 2:

Redação sobre Educação

O que está por trás das máscaras?

Por que o Brasil, sendo a oitava economia mundial, tem um desempenho educacional inferior, em números, a países mais pobres economicamente do que ele? O fato é que a educação no país tem uma tendência a ficar cada vez pior mesmo havendo condições financeiras para não estar nessa situação. Cabe, diante disso, analisar as causas reais que estão por trás da falta de investimento adequado e consistente em educação, que não são por falta de verba, mas sim por razões ideológicas.

É preciso primeiramente levar em conta que os governantes têm, por ideal, formar uma geração alienada, menos crítica e distanciada de questões políticas. Porque uma geração que não é assim é um obstáculo para quem quer perpetuar-se no poder, dado que o desejo de todos é permanecer no topo, fato que fica evidente nas candidaturas para reeleições e até nos escândalos como o do Mensalão, cuja proposta era exatamente essa. Por isso, uma população que já derrubou dois presidentes, com manifestações e pressões a deputados e senadores, pode, de fato, tornar-se perigosa às intenções de quem está no comando.

O governo, entretanto, quer sempre mostrar que se importa com a educação, ainda que, na realidade, almeje números, não qualidade. Isso pode ser constatado na verificação dos projetos envolvendo o sistema educacional, que se detém em colocar crianças nas escolas, e não necessariamente na qualidade do ensino prestado ou se elas saem de lá realmente alfabetizadas. O Plano Nacional de Educação é um exemplo de que o parecer é mais valorizado do que o executar: foi sancionado há dois anos e, além de o governo não ter cumprido nenhuma das 20 metas propostas, ainda cortou verbas destinadas à educação.

Diante do exposto, é possível perceber que existem razões com bases ideológicas que impedem o Brasil de ter um sistema de ensino exemplar. O caminho para sair dessa armadilha é o mesmo que tem pressionado políticos a recuar de suas decisões: o poder da manifestação. Mas o povo precisa aprender a se organizar para discutir assuntos de impactos menos imediatos, mas imperiosos, como o investimento maciço em educação para todos e de qualidade, exigindo o corte de gastos em áreas que não impactem tanto o futuro de uma nação, tais quais os de órgãos e secretarias atrelados ao governo federal.


Redação sobre educação 3:

Redação sobre Educação

A pior profissão do mundo (no Brasil)

O professor Otávio ministrava aulas em duas escolas da periferia, mas, embora tenha estudado para isso, sonhava ser comissário de bordo; uma rotina árdua e desestimulante era mais do que razão para isso: transportes coletivos cheios, refeições por meio das merendas escolares, alunos mal educados… Mesmo sendo uma peça central na educação de qualidade, da qual o Brasil tem tanta carência, é notório que não há uma valorização do professor no país quando confrontado com os de outras nações.

Para se ter uma ideia, na Finlândia, que é prestigiada por ter um dos melhores sistemas educacionais do mundo, muitos querem ser professor, pois lá a carreira é muito respeitada e valorizada, não sendo possível iniciá-la sem o mestrado. Por isso, apenas 10% dos que têm o desejo de ensinar realmente conseguem lá. Um dos fatores que contribuem para essa respeitabilidade é o salário, que equivale ao de outras grandes profissões do mercado. Dessa forma, uma das razões da qualidade do ensino no país é a valorização do professor, que pode dedicar-se mais a seus alunos, uma vez que não precisa dar aulas em duas escolas.

Leia também:
Redação Pronta: Veja 4 Ótimos Exemplos Aqui

Já no Brasil, que está sempre nas piores posições dos rankings educacionais, a situação é bem diferente. Não existe nenhum estímulo para alguém se tornar professor no país: apenas 2% dos alunos que saem do ensino médio almejam seguir a profissão. Tal desprestígio deve-se principalmente à falta de respeito, de que padecem perante os alunos, e ao baixo salário – seis vezes menor do que o da Finlândia – fazendo com que os docentes brasileiros trabalhem em até três escolas diferentes. Além do desestímulo existente, a qualidade do ensino no país é prejudicada porque, hoje, não é exigido nem ao menos a licenciatura para dar aulas.

Com base no que foi discutido, pode-se afirmar que o professor brasileiro não logra o reconhecimento de que usufrui os de outras nações apesar de ter um papel fundamental no ensino. Para reverter essa situação, é imprescindível que os repasses para a educação sejam aumentados pelo governo federal, pois medidas instantes como aumentos de salário, cursos de aperfeiçoamento e até exoneração de docentes desqualificados exigem verba. Mas, acima de tudo, o sistema de seleção deve filtrar quem realmente tem vocação para o ensino, pois, como disse o jornalista Alexandre Garcia, “Ensinar é uma missão, não profissão”.

FIQUE ATUALIZADO!
Coloque seu e-mail abaixo para receber gratuitamente nossas atualizações
 

➡ Clique no link e veja como fazer uma redação argumentando com o recurso espacial como foi empregado acima.


Redação sobre educação 4:

Redação sobre Educação

O romantismo da inclusão nas escolas brasileiras

Apesar da lei que obriga a inclusão nas escolas brasileiras ter promovido o aumento do número de matrículas de alunos com deficiência, o Censo Escolar do MEC de 2015 apontou que, dos 232 mil que entram no primeiro ciclo da educação básica, apenas 64 mil chegam ao ensino médio. Ainda assim, muitas famílias renovam a esperança de ter seus entes nessas condições aprendendo com os demais alunos. O que se vê, porém, para frustração dos familiares e idealistas da proposta de inclusão, é que ela não é eficiente.

Isso ocorre porque construíram o trem, mas esqueceram-se dos trilhos; em outras palavras, criaram a lei e a teoria, todavia não atentaram para o fato de que, nem as escolas, nem os professores estavam preparados para lidar com os inúmeros tipos de deficiências. Os professores, porque nenhuma formação, por mais completa que seja, contempla as técnicas para lidar com tantas peculiaridades quantas forem as deficiências; as escolas, porque as salas são muito cheias e o professor não tem condições de dar a atenção que alguns alunos portadores de limitações demandam, como segurar na mão para escrever, por exemplo.

Além disso, o número de funcionários nas escolas não é suficiente para atender a necessidades mais restritivas, cujas limitações exigem cuidados e atendimento personalizados, como auxílio na locomoção, alimentação e higiene do educando. Somado a isso, como predomina a limitação intelectual em mais da metade dos alunos do ensino médio com deficiência, o risco do nível de aprendizado das aulas, nas salas que incluam esses alunos, ficar muito abaixo da capacidade cognitiva da média da turma é grande.

Com base no que foi discutido, percebe-se que a proposta de inclusão de alunos com deficiência nas escolas brasileiras é uma ação bem intencionada, mas um tanto romântica para realidade do Brasil. Assim, para não ser o caso de prometer algo às famílias dos deficientes e depois não conseguir cumprir, deve-se primeiramente adicionar especialistas em inclusão em todas as escolas, habilitados pelo Estado, para atuarem junto aos professores nas salas de aula, com a intenção de dar total e necessária atenção aos alunos portadores de deficiência, a fim de, assim, evitar mais frustrações aos seus familiares.

Leia também:
Redação sobre Racismo: 4 Modelos Inspiradores para Você

Gostou desses modelos? Quer que eu escreva sobre algum outro tema que você esteja precisando desenvolver?

Deixe aqui abaixo nos comentários como sugestão! Ah, aproveite e diga o que achou desses modelos de redação para educação. Pode criticar, também… Não tem problema! 😀

Um grande abraço e até o próximo artigo!

Referências para a redação sobre educação:

  1. DOLTON, Peter; MARCENARO-GUTIERREZ, Oscar. 2013 Global teacher status index. Disponível em: <https://www.varkeyfoundation.org/sites/default/files/documents/2013GlobalTeacherStatusIndex.pdf>. Acesso em: 03 mai. 2017.
  2. FOCO, Aprendizagem em. Inclusão aumenta, mas acesso ao ensino médio ainda é desafio. Disponível em: <http://www.institutounibanco.org.br/aprendizagem-em-foco/15/>. Acesso em: 03 mai. 2017.
  3. GUIMARÃES, Thiago. Educação básica ruim joga Brasil no grupo dos ‘lanternas’ no ranking de capital humano. Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/brasil-36660930>. Acesso em: 03 mai. 2017.
  4. LIRA, Davi. ‘Na Finlândia, a profissão de professor é valorizada’. Disponível em: <http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,na-finlandia-a-profissao-de-professor-e-valorizada-imp-,1035943>. Acesso em: 03 mai. 2017.
  5. MORAES, Arlete. ‘Educação no Brasil está sob ameaça’, alerta educadora da UNICAMP. Disponível em: <http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/10/educacao-no-brasil-esta-sob-ameaca-alerta-educadora-da-unicamp-campinas.html>. Acesso em: 03 mai. 2017.
  6. PEREIRA, Josafá Machado. Educação x crescimento econômico: um estudos sobre os investimentos governamentais em educação na região norte do Brasil no período 1994 – 2004. Disponível em: <http://www.eumed.net/libros-gratis/2010c/717/indice.htm>. Acesso em: 03 mai. 2017.
  7. SALDAÑA, Paulo; CANCIAN, Natália. Estagnado, Brasil fica entre os piores do mundo em avaliação de educação. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/12/1838761-estagnado-brasil-fica-entre-os-piores-do-mundo-em-avaliacao-de-educacao.shtml>. Acesso em: 03 mai. 2017.
  8. TOLEDO, Luiz Fernando. Apesar de esforços de inclusão, aluno com deficiência avança menos. Disponível em: <http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,apesar-de-esforcos-de-inclusao-estudante-com-deficiencia-avanca-menos,70001740706>. Acesso em: 03 mai. 2017.
Você Também Vai Gostar:
Ebook Propostas de Intervenção Originais

Sobre o autor

Bacharel e licenciado em Letras, especialista em redação e profundo admirador da arte da escrita.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe com seus amigos!

Próximo