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Eu sempre quis encontrar uma história com Todas As Figuras De Linguagem… Algo que entretece, mas que não deixasse de ensinar.

Mas como minhas buscas sempre resultaram em nada, decidi arregaçar as mangas e criar a minha.

Não uma simples história, mas sim uma que eu me divertisse muito para fazer! Não uma só com uma dúzia de figuras de linguagens, senão com todas.

Você encontrará aqui 100 delas empregadas, sendo mais de 70 diferentes umas das outras se contarmos as variações da metonímia.

Vê-las, na prática, em um texto informal, longe daqueles exemplos literários encontrados nos livros didáticos, vale muito mais do que toneladas de teorias.

Tenho certeza que você vai aprender e se divertir muito com este conto, que traz uma menina sem sorte em um dia ruim.

No final, um guia com todas as figuras de linguagem usadas.

Então, vamos? Não se esqueça de clicar nas palavras destacadas para ver qual figura foi usada em cada trecho.

Uminesquecíveldia

Vinha pedalando. Do nada, um mastodôntico caminhão passou ao meu lado e jogou-me uma enxurrada de lama. Pior… depois disso, eu pedalava, pedalava, pedalava e não saía do lugar, derrapando no barro imundo.

Então, de repente, uma voz sussurrou:

Aquele caminhão é as adversidades; a bicicleta que montastua resistência.

– Quem está falando? – perguntei suja e assustada. Ao que a voz respondeu-me:

– Mais não digo, senão perdulário das palavras serei!

– Perdu o quê? – perguntei atônita. Disse a voz, com pitadas de escárnio:

– Consulta o “Pai dos Burros”. Fui!

Acordei. ‘Ai! que dor na batata da perna!’ Minha perna direita estava parecendo um pacote roliço de mortadela. Corri até a farmácia, pensando em um anti-inflamatório. Mas

Atendente do mal

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– Você é uma anta ou o quê? Cadê a receita? Não sabe que para anti-inflamatório precisa de receita? – perguntou a mau amada atendente, ignorando a minha dor e com o pouco-caso estampado na cara. Respondi, já me sentindo derrotada:

– Ei, ignorância! também não precisa falar assim!

Voltei à casa manquitolando. Tinha de correr para tomar banho, pois ia cair Monteiro Lobato na prova e eu pouco tinha estudado. Porém, ao chegar, outra bofetada do destino:

– Filha, o chuveiro pifou… – disse minha mãe com ar de pena. E, com manias de mãe, emendou:

– Você não vai tomar banho de chuveiro queimado, vai?

– Não tenho tempo, vou! – disse, em um frangalho de decisão. Meu pai, que tinha um bom coração, sugeriu:

– Faz o seguinte então, toma logo esta caixa de antigripal, 20 porque o barato tá louco lá no banheiro!

Via crucis para o coletivo

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Peguei o antigripal, mas não dei atenção, porque a minha aflição, no momento, era a perna latejando. E essa mesma perna, depois de alguns minutos, já estava no cinza da rua, rastejando em busca de um ônibus. E nessa peregrinação, no que dei um espirro, senti o nariz escorrendo

Só pode ter sido o banho de gripe que tomei! Que diabos está acontecendo comigo hoje? Será que houve uma revolução na cadeia alimentar e eu me tornei presa do próprio homem? Ou será que eu sou a última mortal e o resto é tudo alienígenas?

Parou o ônibus e a porta abriu-se. Uma bengala desceu tateando os degraus em busca de terra firme, mas achou também a minha perna lesionada… Efeito borboleta: meus olhos foram inundados e minhas arcadas dentárias quase se fundiram uma na outra! Cheguei a sentir caquinhos de dentes na língua depois.

Ah! Um banco vazio! Eu só precisava de um banco vazio! ‘Deus, obrigada!’  ‘Obrigada, motorista!’ ‘Obrigada, cobrador!’ ‘Obrigada, trombadinha!’ Trombadinha??? ‘Trombadinha!!!’ Mas já era tarde, meu celular já tinha sido subtraído. Bom, “vão-se os dedos, ficam-se os anéis”, ainda tenho um banco inteiro só para mim. Vou estudar. No entanto…

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50 Figuras de Linguagem para “Turbinar” o Seu Texto - Parte 4

Visita inesperada

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Sentou-se um homem ao meu lado. Eu nem gostaria de dizer o que vou dizer agora, mas se existirem mil portas e uma for a do fracasso, pode ter certeza que é essa que vai ficar destrancada… É isso que você entendeu, Murphy na minha vida!

Não estou dizendo isso só porque se sentou um homem ao meu lado. Estou dizendo isso porque se sentou um homem ao meu lado com uma garrafa de champanhe embaixo do braço e com bafo de gambá morto no álcool. A garrafa era só um embuste, o conteúdo era Velho Barreiro.

Ainda por cima, dirigiu-me a palavra. Não sem, antes, pigarrear, ato típico dos grandes oradores. Começou falando do PT e dos desmandos do governo. Seguiu com a corrupção e que os mandatários só estavam interessados no níquel. Deu uma guinada e começou a falar das pirraças de sua esposa; disse também que passara a noite toda no Alemão, tomando ‘todas’ e que o Brasil tinha ganhado medalha de ouro na natação.

Em cada frase, um gole entrava, um soluço saía. Em cada frase, meus olhos turvavam com aquela atmosfera etílica, levando meu café da manhã a ensaiar uma rebelião no estômago, para fuga em massa. Em dados momentos, tinha lapsos de perdas de sentido e só ouvia o zum-zum-zum da voz ébria. Tentei o diálogo, juro, mas ele continuava sem me ouvir. Não sei se o que ele queria era um palanque ou só arruinar minha vida mesmo.

O que sei é que, na última vez em que os meus sentidos capturaram o bêbado entrando pelas minhas narinas, em uma frase longa e sem vírgulas que ele desferiu, não consegui mais conter a rebelião e os revoltosos ganharam as minhas pernas, o chão, o mundo, a eternidade

O mal é o que entra pela boca

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Cheguei ao colégio vomitada, com o estômago revirado, sem estudar, sem celular, gripada, com a perna dolorida. E ainda eram sete e trinta da manhã! Sim, sete e trinta da manhã… Corri até a cantina, mas só havia coxinha, uma coxinha apática e sem chorinho de recém-nascidana casca, óleo; na massa, farinha crua; no recheio, uma pena de galinha.

Engolido o último pedaço, uns calafrios azedos já perambulavam em meu corpo. Um aqui, um acolá… retumbava um tum tum no meu estômago. Na classe, sentei-me vagarosamente, todtorcida; o batuque batia tendendo a bater cada vez mais. Até que

Esfinge que finge

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Sala cheia. Com rubor, ruborizada, ruborescida, não contive da revolução que ocorria no meu estômago a força, e deixei escapar um despercebido pum, daqueles que só saem uma pequena amostra, porque o restante fica retido na fonte. Que alívio! Porém, em instantes, as contrações voltaram mais violentas e culminaram com um espirro, que foi o gatilho para a bomba que se seguiu. Acho que a Bomba de Hiroshima não foi tão devastadora quanto este artefato

Não foi por azar, se é que posso dizer isso, que no último instante, gotejando suor, meti um silenciador na emissão gasosa, mas o cumprimento disso não diminuiu seu comprimento, de modo que o volume emitido foi incalculável. Tentei, a qualquer preço, disfarçar. Fiquei naquela: se o filho veio à luz, não fui eu que o pus. Mas foi difícil, um cheiro miseravelmente pútrido, angustiante.

Janete, que inocentemente passava à frente da professora, foi instantaneamente repreendida por ela:

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50 Figuras de Linguagem para "Turbinar" o Seu Texto - Parte 1

-Janete, sua sujismunda! Você não tem educação?

Janete, que ainda não sabia de nada. Reagiu:

-Pelo amor de Deus, fessora. O que tá acontecendo?

Este cheiro, que cheiro infernal é este?  Vai me dizer que você não sente? – disse a professora, com contrariedade e zombaria. Janete – eu não me esqueço – com a cara de quem estava vendo um disco voador na sua frente com os seus próprios olhos, vociferou já aturdida pelo gás:

– Fessora, eu juro pela minha mãe que não fui eu! Ai, quanta humilhação!

À francesa melada

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E eu, estátua. Mas a minha fleuma ameaçou ser abalada quando um coleguinha atrás de mim disse em voz sussurrada, mas convicta:

– Ou foi a Ísis ou o Leo! Saiu daqui!…

Ou seja, quem estava sentado à frente e atrás dele. Enquanto isso, a sala estava em polvorosa. Ouviam-se clamores do tipo: ‘Meu Deus!’, ‘Deus do Céu!’, ‘Santo Deus!’ ‘Salva a alma porque o corpo já era!’ Mãos abanavam narizesnarizes eram afundados nas mãos, cabeças eram enfiadas dentro das golas, janelas eram abertas com violência. Queriam o culpado a qualquer custo.

Mesmo levantando algumas suspeitas, corri para terminar, no banheiro, o que havia começado ali. Saí deixando um rastro de diarreia nos corredoressaí deixando minha dignidade jogada nos corredores.

 

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A insurreição dos bebês

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Debilitada, fui ao meu trabalho. Tudo corria bem, crianças corriam bem e as “tias”, atrás das crianças, corriam bem, mas eu, nada bem, corria parada. Evitei ficar perto dos anjinhos para que as minhas emanações de doença-dor-azar-fedor não as contaminassem. Todavia, esse foi o meu erro

Começou com um pequeno desentendimento entre Gabriel e Melissa. Gabriel queria brincar com o bi-bi da Melissa. Brincar não, chegou tomando o brinquedo da menina. Ela, sentindo-se afrontada, cravou os cinco dedinhos no nariz do traquinas e puxou. Todas as crianças do berçário pararam para olhar o que se sucedeu. Gabriel ficou estático, abriu a boca lentamente e a chupeta caiu. Mais alguns segundos e uma lágrima escapou. Em seguida, abriu uma boca enorme e chorou um choro estridente.

Disparei para acudir, mas tropecei em um velocípede e caí rolando, bati a perna contundida no chão e fiquei sem forças para levantar. Gabriel tacou a mão aberta na orelha de Melissa; aos prantos, esta atirou o bi-bi contra Gabriel, porém não o atingiu; acertou Cauã, que não tinha nada a ver com a história. Daí para a balburdia foi rápido, foi empurra-empurra e tapas e brinquedos voando e choros e sangue nos rostinhos.

A coordenadora, desesperada, entrou correndo na sala e foi recebida com uma Barbie no olho, que vinha voando. Voltou cega em busca de ajuda. As crianças das salas ao lado, alvoroçadas com o motim, alguém disse que começaram a jogar comida umas nas outras, arrancar cortinas, derrubar lixos e outras peripécias sem que as cuidadoras pudéssemos intervir. Consegui, rastejando, ir à secretaria e chamar a polícia.

Embrulhada em um lençol e tomando um chá de camomila, fui inquirida pelo guarda:

– Nunca vi nada igual a isso: fraturas, sangue! o que, de fato, aconteceu aqui?

Porque têm maldade as crianças não fizeram nada; uma perna ferida e um dia lastimável por causa de tudo isso ocorreu– disse eu, sem já nem saber mais o que estava dizendo. O guarda comentou:

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O Que São Gêneros Textuais? Saiba Exatamente Tudo Neste Artigo

A pobre está delirando. Levem-na ao hospital!

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FIM

Guia com todas as figuras de linguagem

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Segue um guia rápido com todas as figuras de linguagem, em ordem alfabética, empregadas no conto. Para um maior aprofundamento, acessar o artigo 50 figuras de linguagem:

A

Alegoria: é um conjunto de metáforas que trazem dois sentidos, um manifestado pela palavra e outro pela referência que ela faz a outra situação; ambos com sentido completo.

Aliteração: é a repetição evidente e proposital de 1 ou mais consoantes no interior de uma frase ou verso.

Alusão: é a menção ou referencia, no texto, a um fato, pessoa ou personagem, real ou fictício, que seja conhecido por todos.

Anacoluto: é a quebra na fluidez do texto interrompendo a sequência sintática lógica ao colocar um termo solto na frase, como se estivesse iniciando outra sem ter terminado a anterior devidamente.

Anadiplose: são repetições de termos ou expressões que já foram usados no fim da frase anterior.

Anáfora: são repetições intencionais de uma palavra ou expressão no início de frases seguidas.

Anástrofe: são inversões simples de termos na oração, que pode ser de sujeito e predicado, verbo e complemento etc.

Anonimação: é a repetição de palavras com o mesmo radical, a fim de intensificar o sentido ou dar maior notoriedade ao trecho no qual a figura é empregada.

Anticlímax: é o emprego de termos ou expressões que produzem intensidades gradativas no significado da maior para a menor.

Antítese: é a aproximação de dois termos que apresentam ideias contrárias em um único enunciado.

Antonomásia: é a utilização de nome, característica ou atributos com o qual alguém ficou conhecido. Um apelido.

Aposiopese: são interrupções do pensamento, representadas graficamente por reticências.

Apóstrofe: é um chamamento enérgico dentro do discurso a um ser, ou real, ou imaginário, ou personificado.

Assíndeto: são ausências de conjunções, geralmente “e”, entre termos ou orações no mesmo período.

Assonância: é a repetição ritmada de uma ou mais vogais.

C

Catacrese: é uma metáfora morta, pois já foi incorporada ao nosso vocabulário e já deixou de trazer o colorido e o rebuscamento que tinha na sua origem.

Clímax: é o emprego de termos ou expressões que produzem intensidades gradativas no significado da menor para a maior.

Comparação: é a figura de linguagem que trabalha com a semelhança entre dois elementos, na visão de quem compara, a fim de fazer a aproximação entre ambos.

D

Diácope: é a repetição de uma palavra após a intercalação de outra.

Disfemismo: é a intenção de tornar a expressão mais desagradável do que é, usando termos pejorativos, ofensivos e degradantes.

E

Elipse: é a omissão de termo(s) da oração que ficam subtendidos.

Epânodo: é repetição, mas apresentando a seguinte peculiaridade: são mostrados dois termos juntos e depois separados.

Epístrofe: são repetições de uma palavra em grupos de frases ou versos, geralmente no final delas.

Epizeuxe: são  simples repetições de termo(s) seguidas.

Eufemismo: é a tentativa de tornar menos desagradável uma situação difícil usando palavras ou expressões mais moderadas.

H

Hipálage: é a troca de características entre dois elementos da estrutura sintática na frase, quebrando a lógica.

Hipérbato: são inversões de termos da oração (ou das orações) um pouco mais complexas do que a anástrofe.

Hipérbole: é um recurso que exagera o sentido de um termo ou expressão.

Homeoteleuto: é a proximidade sonora que ocorre entre duas ou mais palavras dentro de frases. Quando em versos, são chamados de rimas.

Leia também:
50 Figuras de Linguagem para “Turbinar” o Seu Texto - Parte 3

I

Ironia: é o emprego, na prática, de ideias contrárias às que se quer efetivamente dizer.

Iteração: são repetições diversas vezes de um termo em uma frase ou verso.

L

Lítotes: é afirmação de algo por meio da negação do seu oposto.

M

Metáfora: é a exploração de uma relação de semelhança entre dois termos, ainda que haja pouca coisa em comum entre ambos. Disso nasce uma comparação subentendida entre eles.

Metonímia (abstrato pelo concreto): substituição de termos concretos por outros abstratos que apresentem relação de proximidade ou dependência entre eles.

Metonímia (autor pela obra): substituição do nome da obra de um autor pelo de seu nome.

Metonímia (causa pelo efeito): substituição de termos que apresentem a efeito de algum fenômeno no lugar dos que apresentem a sua causa.

Metonímia (concreto pelo abstrato): substituição de termos abstratos por outros concretos que apresentem relação de proximidade ou dependência entre eles.

Metonímia (continente pelo conteúdo): substituição de termos que indiquem o conteúdo de algo por outros que indiquem seu continente.

Metonímia (conteúdo pelo continente): substituição de termos que indiquem aquilo que contém algo por outros que indiquem seu conteúdo.

Metonímia (cor por objeto): substituição de termos que indicam objetos por outros que mostrem a sua cor.

Metonímia (efeito pela causa): substituição de termos que apresentem uma causa para algo por outros que mostrem seu efeito.

Metonímia (espécie pelo indivíduo): substituição de termos que apresentem um indivíduo por outros que mostrem a espécie a que ele pertence.

Metonímia (gênero pela espécie): substituição de termos que apresentem a espécie de algum ser por outros que mostrem o seu gênero, classe e afins.

Metonímia (instrumento por pessoa): substituição de termos que indiquem pessoa por outros que mostrem instrumentos usados por ela.

Metonímia (inventor pelo invento): substituição de termos que indiquem um invento por outros que apresentem o seu inventor.

Metonímia (lugar por produto): substituição de termos que indiquem um produto por outros que apresentem o lugar onde esse produto foi fabricado.

Metonímia (marca pelo produto): substituição de termos que indiquem um produto por outros que mostrem uma marca que comercializa esse produto.

Metonímia (matéria pelo objeto): substituição de termos que indiquem um objeto por outros que apresentem a matéria com a qual esse objeto foi feito.

Metonímia (parte pelo todo): substituição de termos que indiquem um todo por outros que apresentem apenas uma de suas partes.

Metonímia (proprietário pela propriedade): substituição de termos que indiquem a propriedade de alguém por outros que apresentem esse alguém.

Metonímia (símbolo pelo objeto): substituição de termos que indiquem um objeto por outros que mostrem um símbolo desse objeto.

Metonímia (singular pelo plural): substituição de termos que poderiam ser escritos no plural por outros que estejam no singular.

Metonímia (o todo pela parte): substituição de termos que indiquem apenas uma parte de uma totalidade por outros que mostrem essa totalidade.

O

Onomatopeia: é a tentativa de imitação de sons e ruídos por meio de palavras.

P

Paradoxo: é a utilização de ideias contrárias na descrição de um mesmo objeto.

Paronomásia: é a utilização de palavras parecidas ou iguais, mas com significados diferentes.

Perífrase: é a utilização de mais palavras do que o necessário para dizer algo.

Pleonasmo: são repetições, mas não de palavras, e sim de ideias.

Leia também:
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Polissíndeto: é o uso insistente de conjunções entre termos de uma oração ou entre orações de um período.

Preterição: é colocar uma voz em conflito na frase, alegando não afirmar o que já está sendo dito.

Prolepse: são antecipações dos termos de orações colocadas antes delas.

Prosopopeia: é a atribuição de modos de agir ou atributos de um ser animado a um inanimado (ou de um ser inanimado a um animado).

Q

Quiasmo: é o cruzamento, entre frases, de modo que os termos do início de uma são postos no final da outra, e os do final, no início.

R

Reiteração: é o uso de termos equivalentes para repetir algo já dito.

Retificação: é uma correção intencional que foi dito.

S

Silepse de gênero: é a quebra na concordância nominal da frase com o uso de um termo masculino no lugar de um feminino ou vice-versa.

Silepse de número: é a quebra na concordância verbal da frase com o uso de um verbo que apresenta terminação referente a número diferente do número do sujeito.

Silepse de pessoa: é a quebra na concordância verbal da frase com o uso de um verbo que apresenta terminação referente à pessoa diferente da pessoa do sujeito.

Símploce: é a construção de frases ou versos paralelos, repetindo uma palavra no início e outra no final de cada um.

Sinestesia: é um tipo de metáfora que junta diferentes impressões sensoriais em uma única descrição.

Sínquise: é a promoção de inversões muito violentas dos termos da frase, chegando até a dificultar a interpretação.

Z

Zeugma: é uma forma mais simples de elipse, que consiste em omitir um termo que já tinha sido expresso anteriormente e que ficou subentendido.

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Referências para todas as figuras de linguagem

  1. MATOS, João. 50 figuras de linguagem para “turbinar” o seu texto – parte 1. Disponível em: <https://redacaomania.com/figuras-de-linguagem/>. Acesso em: 15 nov. 2017.
  2. MATOS, João. 50 figuras de linguagem para “turbinar” o seu texto – parte 2. Disponível em: <https://redacaomania.com/figuras-de-linguagem-2/>. Acesso em: 15 nov. 2017.
  3. MATOS, João. 50 figuras de linguagem para “turbinar” o seu texto – parte 3. Disponível em: <https://redacaomania.com/figuras-de-linguagem-3/>. Acesso em: 15 nov. 2017.
  4. MATOS, João. 50 figuras de linguagem para “turbinar” o seu texto – parte 4. Disponível em: <https://redacaomania.com/figuras-de-linguagem-4/>. Acesso em: 15 nov. 2017.
  5. PATEL, Idrees. Improve your writing by using figures of speech. Disponível em: <http://www.writerstreasure.com/use-figures-of-speech/>. Acesso em: 15 nov. 2017.
  6. WIKIPÉDIA. Figuras de linguagem. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Figura_de_linguagem>. Acesso em: 15 nov. 2017.
  7. ZICA, Redação e Gramática. Figuras de linguagem na literatura – parte 1. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=iv4Q5KXnmTE>. Acesso em: 15 nov. 2017.
  8. LIVRO, Vá Ler Um. Figuras de linguagem na literatura! – parte 2. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=TWCmuwCfLxE>. Acesso em: 15 nov. 2017.
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Sobre o autor

Bacharel e licenciado em Letras, especialista em redação e profundo admirador da arte da escrita.

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